O encontro tem como principal parceiro o Ministério Público do Trabalho (MPT) e será realizado nas dependências da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)). Conforme o coordenador do Coletivo Indígena, José Carlos Pacheco, os temas do encontro são os seguintes: A Importância do trabalhador indígena no mercado de trabalho; Organização dos trabalhadores/as indígenas; Inserção dos indígenas no Mundo do Trabalho; Problemáticas e desafios; e a reforma trabalhista, entre outros assuntos inerentes a questão.

 Coletivo de Trabalhadores/as foi criado em 2011 e busca a união de todas as etnias indígenasA coordenação do Coletivo está percorrendo as principais aldeias e comunidades indígenas do Estado para convidar e mostrar a importância do encontro. “Pela receptividade e a confiança conquistada junto às lideranças de todas as etnias, acreeditamos num encontro histórico em nosso Estado”, afirma José Carlos. O coordenador cita que uma das etnias que mais sofre é o povo kaiwoá guarani da região do Conesul ( Dourados, Caarapó, Amambaí, Coronel Sapucaia e outras cidade adjacentes). ” Muitos trabalhadores/as indígenas trabalham no emprego doméstico, no corte de cana nas usinas de álcool e açucar , carvoarias, colheita da mandioca, plantio de eucaliptos, fazendas e até na colheita da maçã fora de nosso Estado”, diz, acrescentando que muitos empregadores exploram a mão de obra indígena sem as minímas condições de trabalho e remuneração. “São obrigados a trabalhar por baixa renumeração e muitos desses trabalhadores/as saem dessas frentes de trabalho sem direito trabalhista, em situação de trabalho escravo, que em alguns casos é comum, infelizmente, em nosso estado do MS”.

Coletivo de Trabalhadores/as foi criado em 2011 e busca a união de todas as etnias indígenas

Sobre o Coletivo

Criado em 2011, o Coletivo dos Trabalhadores e Trabalhadoras Indígenas do MS representa um avanço para a classe trabalhadora não apenas do Estado, mas também do Brasil. O principal objetivo do Coletivo é o debate da organização dos/as trabalhadores/as indígenas. “Queremos contribuir para que os diferentes segmentos de nosso contingente se conscientizem e se unam para que os anseios de todos se tornem realidade”, observa o coordenador do Coletivo.

Segundo informações de Pacheco, o MS possui a segunda maior população indígena do Brasil, com cerca de 80 mil índios, oriundos das etnias terena, kaiowá guarani, aticum, kadiweu, guató, kinikinaw, ofaié e outros. “Esta diversidade possibilita que a realização do 1º Encontro Estadual dos/as Trabalhadores/as Indígenas do MS”, avalia o coordenador, citando a maioria está concentrada nas nas cidades de Miranda, Aquidauana, Anastácio, Dourados, Amambaí, Caarapó, Coronel Sapucaia, Paranhos e Campo Grande.