.

Proposto com o objetivo de fortalecer a gestão e o combate a crimes nas áreas protegidas, o Mosaico de Áreas Protegidas da Região do Rio Gurupi também visa promover uma ação conjunta de recuperação nessas áreas, onde a floresta foi desmatada ou degradada. Neste mês, representantes da Diretoria de Gestão da Biodiversidade, do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), participaram da primeira reunião para criação do Mosaico Gurupi, localizado na divisa dos estados do Pará e Maranhão.

A criação deste mosaico é coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, e visa favorecer a proteção e a gestão integrada de cinco terras indígenas, dentre elas a Terra Indígena Alto Rio Guamá (Tiarg), situada no Pará, e uma unidade de conservação federal, a Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi.

Este amplo território, composto por áreas protegidas, é o último grande bloco de florestas ainda com integridade ambiental da Área de Endemismo Belém (AEB), uma ampla região biogeográfica, que aloja espécies da biodiversidade amazônica que ocorrem exclusivamente no local. Das oito áreas de endemismo que existem na Amazônia, esta é a mais devastada e ameaçada do ponto de vista de perda da biodiversidade.

O Ideflor-bio desenvolve um trabalho de apoio à gestão ambiental e territorial na Terra Indígena Alto Rio Guamá, localizada nos municípios paraenses de Paragominas, Santa Luzia do Pará e Nova Esperança do Piriá, que abrigam mais de 30 espécies da flora e da fauna ameaçadas de extinção no Estado, como os macacos cuxiú (Chitopotes satanas) e o caiarara (Cebus kaapori), classificados como criticamente ameaçados de extinção.

Esta Terra Indígena tem sofrido impactos socioambientais profundos e irreversíveis devido ao desmatamento promovido por invasores não indígenas e pela extração ilegal de madeira. Essa situação de pressão e ameaças observada na Terra Indígena Alto Rio Guamá, na fronteira com a Terra Indígena Alto Turiaçu e com a área de amortecimento da Rebio Gurupi, não é diferente das áreas protegidas vizinhas, localizadas no Maranhão.

FONTE: http://paramais.com.br/criacao-do-mosaico-gurupi-vai-reforcar-a-protecao-da-terra-indigena-alto-rio-guama/