Evento encerrou as atividades alusivas ao Dia do Índio, que aconteceram durante todo mês de abril

Debater os desafios da educação escolar indígena foi o objetivo do encontro promovido pela 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal nos dias 27 e 28 de abril. O workshop, que aconteceu em Florianópolis, reuniu indígenas de diversas etnias, promotores e procuradores dos Ministérios Públicos Federal, Estadual e de Contas, professores, parlamentares e secretários de estado. O evento foi realizado em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado (Alesc) e com o apoio do Ministério Público de Contas de Santa Catarina.

O tema central do encontro foi a criação do cargo de professor indígena em Santa Catarina e demais estados do Sul do país. Para tanto, ao final do evento, foi acordada a criação de uma grupo de trabalho para a elaboração de um ante-projeto de lei para a criação de cargos específicos de professor indígena e demais necessários na educação escolar indígena.
 
O procurador da República em Chapecó, Carlos Humberto Prola Junior, idealizador do workshop, destacou a relevância de se discutir, no parlamento catarinense, a educação escolar indígena no momento atual que o país atravessa. O procurador ressaltou a importância dos cursos de formação de professores indígenas para que cada um desses povos possa ser protagonista de seu próprio e diferenciado processo educacional, já que o avanços obtidos na Constituição de 1988 para criação de um estado pluriétnico e multicultural sofrem hoje um grave risco de retrocesso.
 
O evento encerra a série de atividades realizadas pelo MPF/SC #ABRILindigena, com objetivo de fomentar a discussão sobre os direitos dos índios, a partir do novo paradigma estabelecido pela Constituição Federal de 1988, e sobre os principais desafios enfrentados atualmente por esses povos tradicionais.
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