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por Zenilton Meira

O prefeito eleito de Itaju do Colônia, Djalma Orrico Duarte, procurou o deputado Euclides Fernandes (PSL) nesta segunda-feira (21) para que o mesmo possa interceder junto ao governador Rui Costa a fim de conseguir o envio da Força Nacional de Segurança Pública, em caráter de urgência, para garantir a lei e a ordem no bairro do Parque dos Rios, o maior do município, que foi ocupado por grupos indígenas que estão impedindo a entrada ou saída de qualquer pessoa, além de terem invadido imóveis comerciais e residenciais deixando os moradores em total desespero, enquanto cerca de 10 comerciantes e moradores que saíram do bairro estão impedidos de retornar aos seus imóveis.

A comitiva do novo prefeito, composta de vereadores eleitos e do vice-prefeito, fez questão de confirmar a gravidade da situação, pois são mais de 700 famílias à mercê dos índios que estão a exigir a total desocupação da área sob a alegação de que o bairro está implantado na área indígena denominada de Caramuru-Catarina Paraguaçu, que possui 54.105 hectares e abrange áreas de vários municípios da região.

Segundo o relato, a presença da Força Nacional de Segurança se torna necessária visto que a Funai ainda não procedeu ao levantamento cadastral dos moradores e dos imóveis para que seja iniciado o processo indenizatório e a área fique desocupada e seja devolvida aos indígenas. Em razão dessa omissão da Funai o litígio está cada vez mais agressivo e a maior preocupação é com a integridade física dos moradores, visto que a 63ª CIPM alega não poder atuar em área indígena e a Polícia Civil exime-se da questão afirmando a questão é de responsabilidade da Polícia Federal.

O principal motivo da solicitação é que 24h após reunião no Ministério Público Federal quando ficou decidido que o grupo indígena liberaria as entradas e saídas do bairro e não ocorreria nenhum ato de dano, desrespeito ou invasões aos imóveis o clima ficou mais tenso com os indígenas voltando a ameaçar os moradores, agredi-los e invadir os imóveis. Na realidade não se trata de uma invasão de área indígena recente, trata-se de uma situação que já existe há mais de três décadas, pois hoje o bairro, com 700 famílias, dispõe de rede de esgoto sanitário, de água, iluminação pública, dezenas de estabelecimentos comerciais, templos religiosos, Posto de Saúde da Família, Horta Comunitária, Escola Municipal e Creche. O fim do litígio depende apenas da ação da Funai.

OBSERVAÇÃO: matéria tendenciosa, veja mais em A remoção forçada do povo Pataxó Hã-Hã-Hãe

FONTE: http://certezadavitoria.blogspot.com.br/2016/11/indigenas-ocupam-bairro-em-itaju-do.html