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Indígenas temem emboscadas dentro da Terra Indígena Alto Turiaçu. Clima é de apreensão

por Greenpeace

A Terra Indígena (TI) Alto Turiaçu, na região central do Maranhão, volta a ser palco de investidas violentas de madeireiros ilegais.

Guardas florestais do grupo de vigilância Ka’apor encontraram quatro invasores armados no interior da TI. Os homens foram imobilizados e expulsos pelos indígenas. Agora, os Ka’apor temem a reação de madeireiros a qualquer momento.

Desde 2013, de forma coordenada, lideranças indígenas Ka’apor têm feito a vigilância de suas terras para evitar o avanço do desmatamento e a abertura de novos ramais de transporte de madeira ilegal. Ramais e trilhas com maior movimentação de madeireiros e caçadores estão permanentemente ocupados pelos Ka’apor com novas aldeias, ou áreas de proteção, para facilitar a vigilância.

A área sofre constante assédio por parte de madeireiros ilegais. Há cinco dias, outro grupo de invasores teve quatro motos confiscadas dentro do território e posteriormente devolvidas.

Relatos da região dão conta de que  invasores armados espreitam nas estradas de acesso às aldeias. Até o momento, policia civil do município de Zé Doca, que foi contatada, não apareceu.

O temor na região é que haja invasão do território a qualquer momento e que os episódios de violência, já sofridos pelos Ka´apor, possa se repetir. Em abril de 2015, o indígena Eusébio Ka’apor foi assassinado enquanto voltava de uma visita a cidade vizinha. Desde então, a região tornou-se palco de um grave conflito. Em dezembro do ano passado um ataque a uma das aldeias dos Ka’apor deixou dois índios baleados.

Fonte: Madeireiros e pistoleiros invadem aldeia Ka’apor no MA | Brasil