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Mostras de Cinema

ALDEIA SP: Mostra de Cinema Indígena (2014)

Nesta primeira edição do evento, que integrou o Agosto Indígena da Prefeitura de São Paulo, ocorreram sessões no Centro Cultural São Paulo e em 13 Centros Educacionais Unificados (CEUs). Ao todo, foram exibidos trinta e quatro filmes realizados por cineastas indígenas de 15 diferentes etnias localizadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, além de um ritual, shows e rodas de conversa com lideranças e cineastas de diversas etnias situadas no Brasil.

Ajude a localizar no Youtube estes 34 filmes para disponibilizarmos em nossa rede FNEEI.

 

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MOSTRA: Ditadura e os Índios no Brasil

Esta mostra virtual reúne 13 filmes sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas do Brasil durante a ditadura de 1964-1985. Conforme apurou a Comissão Nacional da Verdade foram eles um dos segmentos mais atingidos pelo arbítrio. A mostra traz fragmentos de uma violência que apesar das denúncias, continuam como um tabú em nossa sociedade. Convide seus parentes, amigos e amigas a assistirem esta mostra e contribua para a justiça de transição compartilhando o acesso a nosso canal.

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ALDEIA SP: Mostra de Cinema Indígena (2014)

Nesta primeira edição da Aldeia SP, que integrou o Agosto Indígena da Prefeitura de São Paulo, ocorreram sessões no Centro Cultural São Paulo e em 13 Centros Educacionais Unificados (CEUs). Ao todo, foram exibidos trinta e quatro filmes realizados por cineastas indígenas de 15 diferentes etnias localizadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, além de um ritual, shows e rodas de conversa com lideranças e cineastas de diversas etnias situadas no Brasil.

Estão disponíveis até o momento 13 filmes da mostra, ajude a localizar no Youtube os que estão faltando para disponibilizarmos em nossa rede FNEEI.

CATÁLOGO

AS PALAVRAS DE MINHA AVÓ (BAISHADI SHAWÃDAWA)
(Brasil, 2010, 16 min). Dir.: Vakunú Shãwãdawa e Txanda Shãwãdawa
Baishadi, a avó de Vakunú, se lembra das canções que ouvia de seu avô, prepara caiçuma para a família e mostra as danças do veado e do sapo encantado. Última falante da língua Shãwãdawa, ensina aos seus netos a pronúncia e o significado do idioma de seu povo.
Vídeo realizado por alunos Shãwãdawa, no Ponto de Cultura Indígena Say Dawa, coordenado por Camila Machado e Pedro Portella. Aldeia Buritizal, Marechal Thaumaturgo/ AC.

AYANI POR AYANI
(Brasil, 2010, 20 min). Dir.: Ayani Huni Kui
O foco deste vídeo é a relação profunda entre gerações, em que a neta relata com delicadeza a vida da avó. Esta por sua vez ressalta a importância da tradição, e em meio a luz que entra pelas frestas entre as tábuas de paxiúba, Ayani ensina seus netos a desenharem com urucum.
Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Beya Xinã Bena, na aldeia São Joaquim, com coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Vila Jordão/AC.

BARREIRA (NUKE KUÎ)
(Brasil, 2010, 8 min) Dir.: Mauro Môcha
A construção da BR364, a Transamazônica, trouxe inúmeros problemas ao atravessar a terra indígena, pois espanta a caça e oferece risco de atropelamento aos indígenas. Muitas promessas não foram cumpridas pelo poder público, até o momento em que os Katukina se reúnem fechando a estrada. Vídeo realizado por alunos do povo Katukina, no Ponto de Cultura Indígena Yositi Shovo, aldeia Samaúma, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Cruzeiro do Sul/AC

CASA DOS ESPIRÍTOS (WATORIKI XAPIRIPË YANOPË)
(Brasil, 2010, 24 min) Dir.: Morzaniel Iramari e Dário Kopenawa
Os mais velhos reforçam a importância da tradição e garantem sua perpetuação, para que os Yanomami não deixem suas aldeias para se tornarem brancos. As crianças acompanham tudo de perto, participam das caçadas, preparam caiçuma e açaí para um grande encontro, aprendendo a ser Yanomami. Vídeo Realizado por alunos do povo Yanomami, Aldeia Watoriki-Theri, Ponto de Cultura Indígena Urimi Theri Yamaki Ihirude, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

DONA DA ROÇA (KUPIXÁ YARA)
(Brasil, 2010, 31 min). Dir.: Maristela da Silva de Menezes e Anair da Silva Sampaio
Maria tem enorme zelo com sua roça de macaxeira e muito orgulho de ser sua própria chefa. Mostra passo a passo a colheita, ralação e secagem do tipiti, e a torrefação da farinha no “forno verdadeiro” construído pelos antigos. Ela leva massa e caxiri para a feira, onde seus produtos são muito populares, faz beiju na hora e dança ao som de um conjunto de flautas.
Vídeo Realizado por alunos dos povos Tukano e Baré no Ponto de Cultura Indígena Tapurukuara, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

DONOS DO KAMPÔ (NUKE KUÎ KAMPO IVO)
(Brasil, 2010, 6 min). Dir.: Mauro Môcha
Kampô é o nome do sapo, Phyllomedusa bicolor, do qual extraem o veneno para utilizar como injeção, que acreditam possuir propriedades curativas. O vídeo mostra com muito realismo os efeitos desta aplicação.
Vídeo realizado por alunos do povo Katukina, no Ponto de Cultura Indígena Yositi Shovo, aldeia Samaúma, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Cruzeiro do Sul/AC

EM BUSCA EM KAPÊ
(Brasil, 2010, 10 min) Dir.: Duwãnã Sandro Puyanawa e Udi Dawa Iruyá Vábio Puyanawa
Um grupo Puyanawa adentra um pequeno igarapé para verificar o resultado de uma armadilha colocada no dia anterior. Ao puxar as cordas se depara com uma grande surpresa, que torna cômica a captura.
Vídeo realizado por alunos do povo Puyanawa, no Ponto de Cultura Indígena Ewete Dimanã Lubabu, aldeia Ipyranga, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Mâncio Lima/AC

FEITIÇO DO SOPRO
(Brasil, 2010, 15 min) Dir.: Agnaldo Diamî Marques Peixoto e Ismael Se’rinihî F. Caxias
Sõorî nasceu na Colômbia e agora conta uma parte da história que o fez vir para o Brasil, entre confrontos com a igreja e contato com o sobrenatural. Os grupos indígenas perambulam tradicionalmente percorrendo vastos territórios.
Vídeo realizado por alunos do povo Baré, no Ponto de Cultura Indígena Ye’Pa Masa Mas’sysé Werê Yinoni W.í, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. Comunidade Taracuá, São Gabriel da Cachoeira/ AM.

O PAJÉ PIRA -TAPÚYA (BAHSÉ GU WAIKANÃ – ANY KANAMURÚ)
(Brasil, 2010, 14 min). Dir.: Sales de Oliveira e Alexandro Melqueiro D’elia
O pajé Pira-tapúya recebe os vizinhos que buscam benzimento em um terreno doado pela Igreja Católica. Seu conhecimento tradicional, apesar de parecer descontextualizado, mostra com muita firmeza sua eficácia como rezador.
Vídeo realizado por alunos do povo Baré do Ponto de Cultura Indígena Itapuranga, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

TRABALHADORES AUTÔNOMOS
(Brasil, 2010, 27 min) Dir.: Aha’kitoo Tiago F. Sampaio
O filme se passa em três casas, na primeira, um senhor conta com muito humor porque a mandioca tem casca e de onde veio o primeiro pé de capim. Na segunda, uma senhora serve xibé, fala da sopa de quiampira e conta qual é a prioridade para a educação das novas gerações. Na terceira casa, outro senhor culpa os missionários pelo enfraquecimento da tradição indígena na região de São Gabriel da Cachoeira.
Vídeo realizado por alunos do povo Yanomami, no Ponto de Cultura Indígena Hãhusirõ Irêmiri Parãmera, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. Aldeia Balaio, São Gabriel da Cachoeira/AM.

TRADIÇÃO EM CENA (REAHU A UËMATWIHI)
(Brasil, 2010, 10 min). Dir.: Ivan Xirixiana e Ênio Mayanawá
O espírito do gavião real é evocado para encontrar as doenças da maloca pelo pajé Xirixiana. A tecnologia da caça é a principal capacidade a ser dominada pelo guerreiro no universo indígena. Enquanto os caçadores voltam à aldeia, a pintura corporal e a dança ritual feminina são apresentadas.
Vídeo realizado por alunos do povo Yanomami, no Ponto de Cultura Indígena Hutukara, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. São Gabriel da Cachoeira/AM.

VIAJANTE ENCANTADO (TI IKA NAWA) 
(Brasil, 2010, 19 min). Dir.: Acelino Kaxinawá, José Paulo Maná Huni Kui e Raimundo Paulo Kaxinawá
Essa é uma das poucas experiências ficcionais da mostra. Um grupo prepara-se para caçar Nambu, mas encontra seres encantados da floresta. Esses seres são envenenados, e o único sobrevivente passa a ser criado pelos caçadores. Assim começa o mito Huni Kuin do viajante encantado.
Vídeo realizado por alunos  Huni Kui do Ponto de Cultura Indígena Xinã Bari Shaba, com coordenação de Camila Machado e Pedro Portella. Aldeia Cruzeirinho, Marechal Thaumaturgo/ AC.

VOVÔ RALHÃO (ABUHO HUAMƗHO)
(Brasil, 2010, 18 min.) Dir.: Ye’pário Maria Rosilene Prado Machado e Ahkitó Barnabé Paz Néri
É amarelo vivo a casa de Vovô João Ralhão, que se queixa porque as mulheres abandonadas trazem cigarros para ele benzer. A família come cacau, açaí e macarrão, enquanto ele narra uma dança ritual que durava dois dias e meio. Vovô Ralhão ainda acha que controla tudo e tenta dançar com sua esposa como nos velhos tempos. Vídeo Realizado por alunos do povo Tukano, no Ponto de Cultura Indígena Poterikarã Na’ã Masise’re Na’ã Ohoá Wiroriwi’i, com coordenação de Pedro Portella e Julia Barreto. Comunidade Pai-Cachoeira, São Gabriel da Cachoeira/AM.

19 DE ABRIL
(Brasil, 2010, 10 min). Dir.: Francisco Nivaldo Huni Kui
O ritual do rapé fortalece e une o povo Huni Kuin. No dia do índio, o povo Huni Kuin, do Acre, realiza a dança da Jiboia, que imita o movimento sinuoso da cobra, como uma forma de receber sabedoria para lidar com as questões terrenas e divinas. Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Dua Yube Siã, aldeia Novo Segredo, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Vila Jordão/AC

A HISTÓRIA DOS VELHOS (BŁHKŁNA YE KIHTI)
(Brasil, 13 min, 2010). Dir.: João Arimar Noronha e Lair Fontoura Freitas
Um homem faz uma viagem de barco para saber onde ficam os lugares sagrados de seu povo. No seu destino encontra-se com sua mãe, que se queixa de que ninguém escuta as histórias dela, e que sempre dão atenção a quem já não sabe contá-las. Vídeo realizado por alunos dos povos Tariano e Tukano, do Ponto de Cultura Indígena Poterikña Masisé Pomowiathriwi’i, com a coordenação de Julia Barreto e Pedro Portella. Comunidade Iauaretê, São Gabriel da Cachoeira/AM

A ORIGEM DOS DIROÁ (DIROÁ NA MAHSÃ BUHA’KE)
(Brasil, 2010, 21 min). Dir.: Kuenaka Celso Jânio Dias Campos e Estalisneu da Silva Pinheiro Filho
Em meio à triagem de recicláveis, e a lembrança de canções Tukano, um velho conta que o surgimento dos Diroá e da Santíssima Trindade remontam a um mesmo acontecimento: o fim de Ahkomi, o pai eterno, que foi morto e comido pelos Iaiuá Mahsã. É marcante o sincretismo da espiritualidade indígena e cristã. Vídeo realizado por alunos dos povos Tariano e Baniwa, no Ponto de Cultura IndígenaRevitalização e Fortalecimento da Diversidade Cultural dos Povos Indígenas,com a coordenação de Julia Barreto e Pedro Portella. Barcelos, São Gabriel da Cachoeira/ AM

À PROCURA DA CAÇA
(Brasil, 2010, 32 min). Dir.: Felipe Luís Yawanawá, Cláudia Yawanawá  da Silva e Jonathan Yawanawá
Olhar dos índios Yawanawá registrando um dia que um Huni Kuin saiu para caçar. Mesmo utilizando os saberes antigos de seu povo, como as ervas e resinas, o Huni Kuin vai em busca de outra solução para alimentar sua família.
Vídeo realizado por alunos do povo Yawanawá, do Ponto de Cultura Indígena Shuvu, com coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay.  Aldeia Mutum, Tarauacá/AC.

DO TUCUMÃ, DA PALHA, DO BARRO: ARTESANATO SURUÍ PAITER
(Brasil, 2010, 16 minutos). Dir.: Clederson Mopibgar Suruí, Gasodá Gasola Suruí e Ubiratan Gamaladtaba Suruí
Duas senhoras vão para a floresta colher tucumã para fazer artesanato. O vídeo mostra desde a extração à venda, e enfoca a sofisticação da tecnologia de manufatura e os utensílios de barro. Os colares demoram aproximadamente dois meses para ficarem prontos, e em tempos de guerra eram usados como proteção. Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Noá Suruí, na aldeia Lapetanha, coordenação de Camila Machado, Carolina Canguçu e Thomas Schwierskott. Cacoal/RO

DOUTOR DA FLORESTA (MANÃ BAI SHUSHATI)
(Brasil, 2010, 14 min). Dir.: Edgar Siã Huni Kui, João Iskubu Huni Kui e Vander Iskubu Huni Kui
Os Huni Kuin do Breu têm grande apreço por Luís Bispo e por isso o escolhem como seu personagem enfocando em seu trabalho com a medicina da floresta,que segundo ele possui mais remédios do que qualquer farmácia. Diagnostica, faz os medicamentos e cura também por orações. Hoje, Bispopode atender gratuitamente, pois foi contratado pela prefeitura de Marechal Thaumaturgo após ter curado uma autoridade local.
Vídeo realizado nas oficinas do Centro Yorenka Ãtame com alunos do povo Huni Kuin, do Ponto de Cultura Indígena Yurã Xinã Kaya, coordenadas por Ana Carvalho, Daniel Castelo Branco e Louise Botkay. Aldeia Jacobina, Marechal Thaumaturgo/AC.

EDUCAÇÃO INDÍGENA DIFERENCIAL
(Brasil, 2010, 35 min). Dir.: Nilson Saboia Huni Kui, José Augusto de Paula Huni Kui e Adelson Paulino Siã Huni Kui
Os saberes tradicionais não dependem somente da escrita. Na escola indígena, também fazem parte do aprendizado as práticas rituais, o cuidado com a floresta, a fabricação de utensílios e até a compreensão do dinheiro.
Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Hene Shawaduayanua, com coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Aldeia São Vicente, Tarauacá/AC.

FRUTO DO TRABALHO (MURAKÍ RIPIKÁ )
(Brasil, 2010, 13 min) Dir.: Kadhana, Elisangela fontes Olímpio e Gracindo Arágua Almeida
Ivaneide, muito cuidadosa e organizada, acompanha ansiosa as obras de construção de sua loja de artesanato. Coloca a culpa no prefeito pela falta de água e pelo mato alto em seu bairro. Mora com a mãe, irmão e filhos, e não quer fazer parte da associação local de trabalhadores.
Vídeo realizado por alunos dos povos Tariano e Baniwa, do Ponto de Cultura Indígena Malikai, com a coordenação de Julia Barreto e Pedro Portella. Assunção do Içana, São Gabriel da Cachoeira/ AM

JORNAL ASHI ÃTAME
(Brasil, 2010, 17 min). Dir.: Haine Wêki Piyãko e Vacunû Shãwãdawa
Produzido por um aluno do povo Ashaninka em parceria com um realizador Shãwãdawa, o curta “Jornal Ashi Ãtame” divulga, dentre outros assuntos locais, o trabalho do Centro Yorenka Ãtame de produção de mudas frutíferas e reflorestamento. Notícias reais e fictícias são apresentadas informalmente e com bastante humor. Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Centro Yorenka Ãtame, coordenado por Camila Machado e Pedro Portella. Aldeia Apiwtxa, Marechal Thaumaturgo/ AC.

KANOÊ ENCONTRA ITABIRA SURUÍ
(Brasil, 2010, 19 min). Dir.: Suely Kanoê e Geovane Kanoê
Madeireiros, caçadores e pescadores invadem recorrentemente as terras do povo Suruí. O vídeo enfoca a atuação do cacique Itabira como vereador em Rondolândia e sua liderança em proteção ao seu povo. Além de vereador e líder, Itabira também é venerado por suas cinco mulheres, que por serem irmãs e primas se dão muito bem, pois a família é a principal força de trabalho na aldeia. Vídeo realizado por alunos do povo Kanoê, na aldeia Sertanista Ricardo Franco, com coordenação de Camila Machado, Carolina Canguçu e Thomas Schwierskott. Guajará Mirim/RO

LIVRO VIVO
(Brasil, 2010, 38 min). Dir.: Tadeu Siã e Ikamuru Huni Kui
Augustinho Muru está escrevendo o “Livro vivo”, nele estão aproximadamente mil espécies de plantas medicinais e processos de cura. Augustinho leva os mais jovens para a floresta e diz “Já estou me transformando em outra espécie, preciso que prestem atenção”, e lá os ensina a cuidar das ervas, que antes eram “parentes” do povo Huni Kuin e agora curam a comunidade.
Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Beya Xinã Bena, na aldeia São Joaquim, coordenação de Ana Carvalho, Carolina Canguçu e Louise Botkay. Vila Jordão/AC.

MEMÓRIAS DE PESCA
(Brasil, 2010, 7 min) Dir.: Duwãnã Sandro Poyanawa e Udi Dawa Iruyá Vábio Payanawa
Nas aldeias Puyanawa, moradores remontam os caminhos da pesca, as grandes cheias e vazantes e o processo de reprodução dos peixes. Entre a costura e a puxada das redes, um tempo de fartura é lembrado.
Vídeo realizado por alunos do povo Puyanawa, no Ponto de Cultura Indígena Ewete Dimanã Lubabu, aldeia Ipyranga, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Mâncio Lima/AC

NEMA SURUÍ PAITER
(Brasil, 2010, 22 min). Dir.: Francisco Meirelles Namalota Suruí e Naraiel Paiter Suruí
O pajé Nema é o protagonista deste vídeo. Com sua esposa, na Aldeia Apoena Meirelles, fala da tradição que não pode se perder e decide organizar uma festa tradicional com as flautas Suruí Paiter. O ritual evoca os espíritos da mata para trazerem a cura. Além do som denso das diferentes flautas, as pinturas corporais também têm correspondência sonora, e trazem a beleza e a força dessa cultura. Vídeo realizado por alunos do povo Suruí, na aldeia Sertanista Apoena Meirelles, com coordenação de Camila Machado, Carolina Canguçu e Thomas Schwierskott. Rondolândia/MT

NOVO OLHAR (U˜I BENA)
(Brasil, 2010, 14 min). Dir.: João Iskubu Huni Kui
Filme sobre a oficina de edição audiovisual do Centro Yorenka Ãtame. Alunos e professores relatam suas atividades e a importância do processo para suas comunidades de origem.
Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Yurã Xinã Kaya, com coordenação de Ana Carvalho, Daniel Castelo Branco e Louise Botkay. Aldeia Jacobina, Marechal Thaumaturgo/ AC.

O MITO DA SHÃWÃ ENCANTADA (KAYKIÃ)
(Brasil, 2010, 17 min). Dir.: Aldo Shãwãdawa e Evandro Ãwutsay Ahetevw
Misto de documentário e dramatização, o curta apresenta o mito da Shãwã encantada, em que um casal rouba os filhotes de um ninho de araras, e desse encontro nasce o povo Arara, os Shãwãdawa.
Vídeo realizado por alunos do Ponto de Cultura Indígena Shawã Nãba, com coordenação de Camila Machado e Pedro Portella. Porto Walter/AC.

PEIXE COM MACAXEIRA (TSATSA ATSA PUTSU)
(Brasil, 2010, 8 min) Dir.: Mauro Môcha
O vídeo mistura ficção e documentário. Um Puyanawa fantasia um dia de pesca e colheita da macaxeira para alimentar sua família. Em meio a essa narrativa, moradores contam histórias sobre cheias e vazantes e as atuais dificuldades da pesca na região.
Vídeo realizado por alunos do povo Katukina, no Ponto de Cultura Indígena Yositi Shovo, aldeia Samaúma, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Cruzeiro do Sul/AC

PESCA COM TINGUE (PUIKAMÃ BAKAWA)
(Brasil, 2010, 14 min). Dir: Fernando Huni Kui e Maria Huni Kui
Os Huni Kuin utilizam o tingue tradicionalmente para pescar. Por ser uma planta que tem a propriedade de reduzir o oxigênio da água, obriga o peixe a subir para a superfície em busca de oxigênio, facilitando sua captura, o que se torna uma grande festa. Desde o seu preparo torna-se um ritual que envolve toda a aldeia.
Vídeo realizado por alunos do povo Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Huni Kuinê Bayaxarabu Baybena, aldeia Três Fazendas, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Vila Jordão/AC

PESCANDO SURUBIM (BAI)
(Brasil, 2010, 7 min). Dir.: Iraldo Kuntanawa e Jucimar Kuntanawa
A família se pinta com urucum à beira do rio para a pesca do Surubim, encontro para os adultos e motivo de brincadeira e aprendizado para as crianças. A pesca é sempre momento de grande união nas sociedades indígenas.
Vídeo realizado por alunos do povo Kuntanawa, do Ponto de Cultura Indígena Kuntamanã, com coordenação de Ana Carvalho, Daniel Castelo Branco e Louise Botkay. Aldeia Sete Estrelas, Marechal Thaumaturgo/ AC.

POVO VERDADEIRO (NOKE YORAKOISHO)
(Brasil, 2010, 8 min) Dir: Nazareno Francisco da Cruz e Sidney Ivi Marubo
Os Marubo narram de forma muito peculiar suas descobertas na aldeia Puyanawa, comentando de forma hilária o processo de aprendizado e criação audiovisual. Na segunda parte, na aldeia Marubo, mostram um encontro com uma cobra preta, a dança com a peculiar sonoplastia do Aruá e, na maloca, utilizam o “módulo noturno” de sua filmadora para mostrar cenas inéditas do pajé rastreando a doença com um telescópio. Vídeo realizado por alunos do povo Marubo, no Ponto de Cultura Indígena Kapyvanaway Marubo, aldeia Vida Nova, coordenação de Camilla Machado e Pedro Portella. Atalaia do Norte/AC

UM DIA É DA CASA, OUTRO DO CAÇADOR (SHABA BETSA HIWENA ANA BETSA HATU MEBEITUNAKI)
(Brasil, 2010, 16 min) Dir.: Abel Batista Brasil Yawanawá, Alderico Luiz Yawanawá e Josias Maná Huni Kui
Um caçador consegue abater um grande pássaro antes de ir a uma festa no dia de São Sebastião, ao voltar faz uma prece e dorme, quando acorda tudo está em chamas. No dia seguinte a família se reúne em uma investigação.
Vídeo realizado por alunos dos povos Yawanawá e Huni Kuin, no Ponto de Cultura Indígena Peshe Tsew, aldeia Nova Esperança, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Tarauacá/AC

UMA VISTA DA ALDEIA
(Brasil, 2010, 11 min). Dir.: Abel Yawanawá, Alderico Yawanawá e Adayson Luis Vinna Yawanawá
O canto do povo Yawanawá é pleno de beleza. Cantando, fazem as brincadeiras conhecidas como Mariri, que, apesar de parecerem lúdicas aos nossos olhos, ocultam finalidades sociais específicas, um exercício de manutenção da cultura e de disseminação de conhecimentos tradicionais para os mais jovens. Vídeo realizado por alunos do povo Yawanawá, no Ponto de Cultura Indígena Peshe Tsew, aldeia Nova Esperança, coordenação de Daniel Castelo Branco, Leonardo Sette e Marcelo Pedroso. Tarauacá/AC

MOSTRA: Ditadura e os Índios no Brasil

Esta mostra virtual reúne 13 filmes sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pelos povos indígenas do Brasil durante a ditadura de 1964-1985. Conforme apurou a Comissão Nacional da Verdade foram eles um dos segmentos mais atingidos pelo arbítrio. A mostra traz fragmentos de uma violência que apesar das denúncias, continuam como um tabú em nossa sociedade. Convide seus parentes, amigos e amigas a assistirem esta mostra e contribua para a justiça de transição compartilhando o acesso a nosso canal.

CATÁLOGO

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