País sofre consequências dos retrocessos ambientais liderados por Temer e pela bancada ruralista

Diversas organizações socioambientais, incluindo o Greenpeace, realizaram nesta sexta (23) em Oslo um protesto contra o presidente Michel Temer, que está em visita à Noruega. A manifestação, que aconteceu durante a reunião de Temer com a primeira-ministra norueguesa Erna Solberg, contou com a participação da líder indígena brasileira Sonia Guajajara. Em cartazes, os ativistas exigiram o fim da destruição da floresta e pediram respeito aos direitos humanos, indígenas e à democracia.

Durante a visita de Temer, a primeira-ministra cobrou do presidente “solução” para a corrupção no Brasil e anunciou que cortará 50% do valor que envia anualmente ao Brasil para o Fundo Amazônia. A decisão do país nórdico está atrelada ao aumento do desmatamento registrado em 2016, que chegou a 8 mil km², contra 6 mil km² em 2015. Esta é uma das primeiras consequências internacionais dos retrocessos ambientais liderados por Temer e pela bancada ruralista.

Às vésperas de embarcar, Temer vetou as Medidas Provisórias 756 e 758, que reduziram o nível de proteção de quase 600 mil hectares de florestas. Mas o veto parece ser apenas uma manobra política, já que o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, antecipou que o governo enviaria ao Congresso, em regime de urgência, um projeto de lei com conteúdo idêntico. Dezenas de organizações ambientalistas assinaram uma nota de repúdio contra a medida. Com a pressão nacional e internacional, o ministro recuou e comentou durante a viagem que não teria prazo para enviar o projeto.