Resultado de um longo processo de debate, com ampla participação da Funai, o documento destaca a importância de se estabelecer um olhar diferenciado e respeitoso acerca das especificidades socioculturais indígenas durante as ações preventivas e protetivas no âmbito da Assistência Social para essas famílias.

A cartilha traz subsídios teóricos e técnicos para apoiar as equipes de referência do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no desenvolvimento do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) com famílias e comunidades indígenas.

Pensando na necessidade de qualificar a oferta do serviço em referência, sobretudo no que diz respeito a uma atuação capaz de valorizar as particularidades étnicas e a diversidade cultural que configuram diferentes arranjos e conceitos de família, a publicação foi pensada para ampliar o conhecimento de técnicos, coordenadores dos CRAS e de gestores da Assistência Social.

Como descrito na introdução da cartilha, para construir políticas públicas que contemplem as especificidades indígenas, as categorias operacionais da Assistência Social necessitam ser relativizadas: “Trabalho social, autonomia e protagonismo, convívio familiar e comunitário, vulnerabilidade e risco social, quando compreendidas através da realidade indígena, não têm a mesma conotação estipulada nas normativas e orientações já existentes no SUAS. Sua correta aplicação aos povos indígenas demanda a leitura sensível e respeitosa dos contextos culturais, bem como o compromisso político com a superação de situações coloniais que ainda imperam na relação da sociedade nacional com as comunidades indígenas”.

Acesse aqui a publicação.

Texto: Mônica Carneiro/Ascom Funai

Fonte: http://www.funai.gov.br/index.php/comunicacao/noticias/4192-secretaria-nacional-de-assistencia-social-lanca-cartilha-com-orientacoes-para-o-trabalho-social-com-familias-indigenas-na-protecao-social-basica